Resposta Rápida
O Brasil é moderadamente seguro para turistas com precauções adequadas. O país mantém uma classificação de Nível 2 do Departamento de Estado dos EUA. Segundo o FBSP, a taxa de homicídios caiu para 18,2 por 100.000 em 2024 — o menor nível desde 2012, uma queda de 22% desde 2020. Áreas urbanas ainda apresentam riscos significativos.
Entendendo a Classificação de Segurança do Brasil
Nível 2: Exercitar Cautela Aumentada
O Brasil mantém uma classificação de Nível 2 do Departamento de Estado dos EUA, que significa "Exercitar Cautela Aumentada". Esta classificação indica que os viajantes devem estar mais vigilantes do que em destinos de Nível 1, mas o país não é considerado extremamente perigoso como destinos de Nível 3 ou 4.
Países Populares com Nível 2:
- França (devido a terrorismo)
- Espanha (terrorismo e agitação civil)
- Reino Unido (terrorismo)
- Alemanha (terrorismo)
- Itália (terrorismo)
Comparação de Níveis:
Precauções Normais
Japão, Singapura, Canadá
Cautela Aumentada
Brasil, França, Reino Unido
Reconsiderar Viagem
Rússia, Honduras, Nigéria
Não Viajar
Venezuela, Síria, Afeganistão
Contexto Importante: Embora o Brasil tenha uma classificação de Nível 2, é crucial entender que o país é vasto e diverso. A maioria dos riscos está concentrada em áreas específicas como favelas (comunidades informais), áreas remotas de fronteira e certas partes de grandes cidades. Destinos turísticos populares como as praias de Copacabana e Ipanema no Rio, a Avenida Paulista em São Paulo, e o centro histórico de cidades coloniais são geralmente seguros com precauções adequadas. O Brasil recebe mais de 6 milhões de turistas internacionais anualmente, e a vasta maioria tem experiências seguras e agradáveis.
Contexto Regional de Segurança

Calçadão de Ipanema - Uma das áreas turísticas mais seguras do Brasil
Áreas Geralmente Seguras
- Distritos de Negócios:
Faria Lima, Vila Olímpia (São Paulo), Centro (Rio), Savassi (Belo Horizonte)
- Áreas Turísticas:
Zona Sul do Rio, Centro Histórico de Salvador, Pelourinho, Ouro Preto
- Bairros Residenciais:
Jardins, Moema (SP), Leblon (RJ), Savassi (BH)
Áreas a Evitar Completamente
- Favelas/Comunidades:
Todas as favelas, mesmo com tours "seguros". Inclui Rocinha, Complexo do Alemão, Cidade de Deus
- Áreas de Fronteira:
Tríplice Fronteira (Brasil-Paraguai-Argentina), fronteiras com Colômbia e Venezuela
- Centros Urbanos à Noite:
Centro do Rio após 18h, Centro de SP após 20h, áreas isoladas de praias
Estatísticas de Segurança 2026
Índice de Criminalidade
Índice de Criminalidade Numbeo 2026
Source: NumbeoRanking de Viagem
Berkshire Hathaway 2025
Source: BHTPVisão Geral da Segurança
O Brasil apresenta desafios únicos de segurança para visitantes internacionais. Com uma população de mais de 215 milhões e enormes disparidades socioeconômicas, o país experimenta altas taxas de criminalidade, especialmente em centros urbanos. No entanto, é essencial entender que o Brasil não é uniformemente perigoso - a segurança varia drasticamente por região, cidade e até mesmo por bairro.
A taxa de homicídios do Brasil de 18,2 por 100.000 habitantes (FBSP 2024) é preocupante quando comparada a países desenvolvidos, mas tem mostrado uma tendência de queda consistente. Desde 2020, as taxas de criminalidade diminuíram 22%, atingindo o menor nível desde 2012 — refletindo melhorias nas estratégias de segurança pública e desenvolvimento econômico. Estados do sul como Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul mantêm taxas de segurança comparáveis a muitos países europeus.
Principais Fatores de Risco
- Crime Oportunista:
Furtos, roubos de celular e carteiristas são os crimes mais comuns contra turistas. Ocorrem principalmente em transportes públicos, praias lotadas e centros turísticos.
- Sequestro Relâmpago:
Vítimas são forçadas a sacar dinheiro de ATMs. Mais comum em São Paulo e Rio de Janeiro, especialmente visando executivos em carros de luxo.
- Violência Armada:
Confrontos entre polícia e traficantes podem ocorrer subitamente, especialmente perto de favelas. Balas perdidas são um risco real em certas áreas urbanas.
Perfil de Vítimas
Turistas e executivos estrangeiros são frequentemente alvos devido à percepção de riqueza e falta de conhecimento local, de acordo com o OSAC. Americanos, europeus e asiáticos são particularmente visados. Sinais de riqueza como joias, relógios caros, eletrônicos visíveis e roupas de marca aumentam significativamente o risco. Mulheres viajando sozinhas enfrentam riscos adicionais de assédio e crimes de gênero.
Calendário de Risco Mensal
Fontes e Referências
- Departamento de Estado dos EUA — Alerta de Viagem para o Brasil (Nível 2)
- OSAC — Conselho Consultivo de Segurança no Exterior
- Fórum Brasileiro de Segurança Pública — Anuário 2024
- Polícia Federal do Brasil — Estatísticas de Segurança
- FCDO do Reino Unido — Orientação de Viagem para o Brasil
- CDC — Saúde do Viajante: Brasil
Frequently Asked Questions
Brasil é moderadamente seguro para viagem em 2026 com precauções apropriadas. O país tem uma classificação de Nível 2 do Departamento de Estado dos EUA, indicando que os viajantes devem exercitar cautela aumentada. Segundo o FBSP, a taxa de homicídios caiu para 18,2 por 100.000 em 2024, o menor nível desde 2012, representando uma queda de 22% desde 2020. No entanto, executivos e indivíduos de alto patrimônio devem considerar medidas de segurança profissionais devido a riscos persistentes de crime violento, sequestro e instabilidade civil em áreas urbanas. A segurança varia significativamente por região, com São Paulo e as cidades do sul sendo geralmente mais seguras que as áreas do nordeste.
Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), o Brasil registrou 44.127 homicídios em 2024, resultando em uma taxa de 18,2 por 100.000 habitantes — o menor nível desde 2012. Isso representa uma queda de 22% desde 2020. No Índice de Criminalidade da Numbeo 2026, o Brasil tem uma pontuação de 64,0 (17º maior índice de criminalidade entre 183 países), com taxas significativamente maiores que países desenvolvidos como os EUA (5,8 por 100k) e o Reino Unido (1,2 por 100k).
As cidades mais seguras do Brasil para turistas em 2026 incluem São Paulo (pontuação de segurança 4.501, taxa de homicídios 15.4/100k), Florianópolis, Curitiba, e Brasília. São Paulo lidera como a cidade mais segura para executivos, com áreas como Avenida Paulista, Vila Madalena e Jardins sendo bem patrulhadas. Cidades do sul como Florianópolis e Curitiba consistentemente classificam-se entre as mais seguras do Brasil. Em contraste, cidades do nordeste como Natal (75.59/100k) e Fortaleza (69.15/100k) apresentam riscos significativamente maiores.
Brasil apresenta considerações específicas de segurança para turistas americanos. O Departamento de Estado dos EUA mantém uma classificação de Nível 2 para o Brasil, com alertas específicos sobre sequestro documentado de cidadãos americanos, aplicação de drogas em bebidas (especialmente no Rio), e proibição de transporte municipal para funcionários do governo. Cidadãos americanos são frequentemente alvos devido à percepção de riqueza. Executivos americanos devem considerar proteção profissional, especialmente em áreas urbanas e ao viajar entre cidades.
Rio de Janeiro tem uma taxa de homicídios de 21.5 por 100.000 habitantes e uma classificação de segurança de 52/100 no aplicativo GeoSure Global. A cidade apresenta riscos específicos incluindo aplicação de drogas em bebidas (extremamente comum), criminosos usando aplicativos de namoro para alvejar estrangeiros, e tiroteios ocasionais entre policiais e traficantes. No entanto, áreas da Zona Sul como Ipanema, Leblon e Copacabana são consideradas relativamente seguras para turistas devido ao patrulhamento aumentado. Favelas devem ser completamente evitadas, mesmo em tours organizados.
Brasil classifica-se como o 2º lugar mais perigoso do mundo para mulheres viajando sozinhas segundo o Índice de Perigo para Mulheres de 2019. O país teve 722 feminicídios no primeiro semestre de 2023 e 34.428 estupros registrados (um a cada 8 minutos). A cultura machista e assédio de rua são desafios adicionais. Mulheres executivas e de alto patrimônio devem nunca viajar sozinhas após o escurecer, usar apenas transporte privado/seguro, considerar proteção executiva profissional, e conectar-se com redes de mulheres de negócios locais para suporte adicional.
O alerta de viagem dos EUA para o Brasil é Nível 2: Exercitar Cautela Aumentada, atualizado em 8 de agosto de 2025. O alerta cita crime e sequestro como preocupações primárias, com áreas específicas de Nível 4 (Não Viajar) incluindo todas as favelas, 160km de todas as fronteiras terrestres, e cidades satélites de Brasília à noite. O Departamento de Estado adverte sobre sequestro documentado de viajantes americanos, aplicação de drogas em bebidas, e proíbe funcionários do governo de usar transporte municipal devido a riscos graves de roubo e assalto.
Brasil consistentemente classifica-se entre os países menos seguros globalmente. No Índice de Criminalidade da Numbeo 2026, o Brasil tem pontuação de 64,0 (17º maior entre 183 países). A taxa de homicídios do Brasil (18,2/100k segundo FBSP 2024) é 3 vezes maior que os EUA (5,8/100k), 15 vezes maior que o Reino Unido (1,2/100k), e 60 vezes maior que Singapura (0,3/100k). No ranking de segurança de viagem da Berkshire Hathaway de 2025, o Brasil ficou em 36º de 42 países, indicando preocupações persistentes sobre segurança para viajantes internacionais.
Precauções essenciais no Brasil incluem nunca resistir fisicamente a roubos, evitar sinais de riqueza, não aceitar comida/bebidas de estranhos, usar apenas transporte privado/seguro, permanecer em áreas turísticas bem iluminadas, evitar todas as favelas, e desenvolver um plano de comunicação com família/empregador. Para executivos, recomenda-se proteção profissional, avaliação de riscos pré-viagem, transporte blindado, e varredura de contramedidas de vigilância. Inscrever-se no programa STEP do Departamento de Estado dos EUA para cidadãos americanos é essencial para atualizações de segurança.
Fevereiro (Carnaval) é classificado como o mês mais perigoso para visitar o Brasil devido a multidões massivas, consumo aumentado de álcool, e recursos de segurança esticados. Janeiro e março também apresentam risco elevado devido ao turismo de pico e celebrações pós-Carnaval. Dezembro tem risco aumentado durante celebrações de fim de ano. Novembro pode ser arriscado durante eventos como o Grande Prêmio de F1. Os meses mais seguros são tipicamente abril-outubro, evitando grandes feriados e eventos. No entanto, crimes urbanos ocorrem consistentemente durante todo o ano, especialmente entre 16h-21h diariamente.
Transporte público no Brasil apresenta riscos significativos, especialmente para estrangeiros. O Departamento de Estado dos EUA adverte que funcionários do governo americano são proibidos de usar ônibus municipais devido a risco sério de roubo e assalto, especialmente à noite. Roubos são comuns em ônibus, particularmente visando telefones celulares entre 16h-21h. Atacantes podem estar armados e sob influência de drogas. Para executivos e indivíduos de alto patrimônio, recomenda-se usar apenas transporte privado, veículos blindados, ou serviços de transporte seguro com motoristas profissionalmente treinados.
Executivos no Brasil devem considerar proteção executiva 24/7 com agentes treinados, avaliação abrangente de riscos pré-viagem, transporte blindado com motoristas especializados, varredura de contramedidas de vigilância, segurança de eventos para reuniões de negócios, e suporte de inteligência local em tempo real. Para executivas, agentes de segurança femininas e protocolos específicos de gênero são essenciais. Serviços adicionais incluem segurança residencial para estadias prolongadas, planejamento de rotas seguras, e coordenação com autoridades locais. Um plano de evacuação de emergência e comunicação 24/7 com centros de comando também são componentes críticos.
