Rio de Janeiro · referência de segurança para viagem

O Rio de Janeiro é seguro para turistas em 2026? Criminalidade por área, com dados oficiais

Os EUA recomendam cautela redobrada no Brasil, com alertas mais fortes para áreas específicas. Para visitar o Rio, combine as orientações oficiais atuais com os passeios que deseja, sua base de hospedagem e o transporte. Os dados históricos do ISP-RJ abaixo oferecem contexto, não um ranking de bairros seguros nem uma medida do risco individual do visitante.

A resposta curta

O aviso dos EUA recomenda cautela redobrada no Brasil e traz alertas mais fortes para áreas específicas. Leia esses alertas antes de escolher os locais da visita. Ocorrências registradas ajudam a descrever uma área de delegacia; sem dados de exposição de visitantes, não permitem afirmar qual crime um turista tem mais probabilidade de sofrer.

A violência letal se concentra fora dos principais bairros turísticos. Em 2025, as três áreas de delegacia que cobrem Copacabana, Leme, Ipanema e Leblon registraram 16 das 1.537 vítimas de letalidade violenta da cidade do Rio (cerca de 1%). As mesmas três áreas registraram 5.560 dos 36.763 furtos de celular da cidade (cerca de 15%). Em resumo: os bairros de praia concentram uma parcela pequena das mortes violentas da cidade e uma parcela grande dos furtos de celular.

As orientações oficiais do Reino Unido e dos EUA para o Brasil refletem o mesmo padrão. Ambas recomendam não ir às praias urbanas à noite, não reagir a assaltos, não usar o celular na rua de forma visível e não entrar em favelas, nem em passeios guiados.

  • Padrão registrado nas delegacias da orla: o furto de celular merece atenção junto ao roubo de rua e ao furto a transeunte; as contagens incluem moradores e visitantes.
  • Violência letal: concentrada fora da Zona Sul; as delegacias de Copacabana, Leme, Ipanema e Leblon registraram entre 3 e 10 vítimas cada em 2025.
  • Áreas que as orientações oficiais mandam evitar por completo: favelas (comunidades), a qualquer hora e em passeios.
  • À noite: fique fora das praias urbanas e use um carro reservado em vez de caminhar entre bairros.

Taxa de criminalidade no Rio de Janeiro: o que mostram os números de 2025 e 2026

As estatísticas oficiais de criminalidade do Rio são publicadas pelo Instituto de Segurança Pública (ISP-RJ), autarquia estadual que consolida os registros de ocorrência da polícia. Os números abaixo vêm do arquivo mensal de dados abertos por área de delegacia, somados pela Vanguard Attaché. As taxas usam as estimativas populacionais do IBGE para 2025 (6.730.729 habitantes na cidade; 17.223.547 no estado).

Em 2025, a cidade do Rio registrou 965 vítimas de homicídio doloso, taxa de 14,3 por 100 mil habitantes. A letalidade violenta, indicador mais amplo do ISP-RJ que soma lesão corporal seguida de morte, latrocínio e morte por intervenção de agente do Estado, chegou a 1.537 vítimas, ou 22,8 por 100 mil. O aumento em relação às 1.375 de 2024 veio principalmente das mortes por intervenção de agente do Estado, que passaram de 339 para 450.

Os crimes de rua seguiram o caminho inverso no longo prazo. O total de roubos na cidade caiu de 123.126 em 2017 para 62.132 em 2025, cerca de metade. Já o furto de celular, sem violência, subiu no mesmo período, de 10.464 para 36.763 registros.

De janeiro a agosto de 2026, em comparação com os mesmos meses de 2025, a cidade registrou 18,7% menos roubos de rua e 20,9% menos furtos de celular, mas 5,7% mais vítimas de letalidade violenta e 6,6% mais roubos de veículo. As vítimas de sequestro relâmpago passaram de 56 para 79.

Cidade do Rio de Janeiro, crimes registrados (ISP-RJ)
Indicador2025Taxa por 100 mil (2025)Jan–ago 2025Jan–ago 2026Variação
Homicídio doloso (vítimas)96514,3627672+7,2%*
Letalidade violenta (vítimas)1.53722,8928981+5,7%
Morte por intervenção de agente do Estado450—228245+7,5%
Roubo de rua (casos)38.192567,426.77521.761−18,7%
Furto de celular (casos)36.763546,224.22219.159−20,9%
Sequestro relâmpago (vítimas)77—5679+41,1%
Total de roubos (casos)62.132923,141.96138.232−8,9%

Fonte: registros mensais do ISP-RJ por área de delegacia (BaseDPEvolucaoMensalCisp.csv, consultado em 1º de outubro de 2026); taxas com estimativas populacionais do IBGE para 2025. Roubo de rua é o indicador do ISP-RJ que soma roubo a transeunte, roubo de celular e roubo em coletivo. *Desde novembro de 2025 o ISP-RJ inclui no homicídio doloso o homicídio em contexto de confronto armado com agente de segurança, o que afeta as comparações de homicídio em 2026; a letalidade violenta é a série consistente. Julho e agosto de 2026 estão consolidados, mas ainda não passaram pelas retificações trimestrais do ISP-RJ.

De qual Rio o dado está falando?

Rio de Janeiro é um estado com cerca de 17,2 milhões de habitantes e uma cidade com cerca de 6,7 milhões. Em 2025, o estado registrou 2.844 vítimas de homicídio doloso (16,5 por 100 mil) e 3.892 vítimas de letalidade violenta (22,6 por 100 mil). Um dado estadual não diz nada sobre uma praia em Ipanema, e um dado municipal mistura a Zona Sul com regiões que a maioria dos visitantes nunca vê.

O ISP-RJ não publica estatísticas por bairro. Sua menor unidade é a CISP, a área de uma delegacia. Várias delegacias correspondem de perto a bairros turísticos. A própria tabela territorial do ISP-RJ lista a área da 14ª DP como “Ipanema e Leblon” e a da 12ª como “Copacabana (parte) e Leme”. A unidade maior, a AISP (área de batalhão da PM), pode enganar: a AISP 23 junta Ipanema e Leblon com Gávea, Lagoa, São Conrado, Vidigal e Rocinha.

Duas regras de registro importam. Os crimes são contados pelo mês em que o registro foi feito, que pode ser posterior ao fato. E são atribuídos à delegacia da área onde ocorreram, não onde foram registrados. Crimes contra a pessoa são contados por vítima; roubos e furtos, por caso.

Criminalidade por bairro: as áreas de delegacia que o visitante usa

A tabela traz os crimes registrados em 2025 nas áreas de delegacia que cobrem os bairros onde a maioria dos visitantes se hospeda ou circula. As áreas aparecem com os nomes exatos da tabela territorial do ISP-RJ. A ordem é geográfica, não um ranking: as delegacias diferem em tamanho, população residente e número de visitantes, por isso contagens brutas não permitem uma classificação justa.

Crimes registrados por área de delegacia, 2025 (ISP-RJ)
Área de delegacia (CISP)Letalidade violenta (vítimas)Roubo de ruaFurto de celularFurto a transeunte
12ª: Copacabana (parte) e Leme103652.061775
13ª: Copacabana (parte)3223920429
14ª: Ipanema e Leblon35192.579638
15ª: Gávea, Jardim Botânico, Lagoa, São Conrado e Vidigal1288701183
10ª: Botafogo, Humaitá e Urca91.1851.613271
9ª: Catete, Cosme Velho, Flamengo, Glória e Laranjeiras91.5752.500991
1ª: Centro (parte)31.1831.8251.291
5ª: Centro (parte), Lapa e Paquetá131.9703.552923
7ª: Santa Teresa429821274
18ª: Maracanã, Praça da Bandeira e Tijuca (parte)131.9862.561480
16ª: Barra da Tijuca, Itanhangá e Joá381.3272.532292
42ª: Recreio dos Bandeirantes e praias da Zona Oeste50815767146

Fonte: registros mensais do ISP-RJ por área de delegacia, janeiro a dezembro de 2025. A 42ª DP também cobre Barra de Guaratiba, Camorim, Grumari, Vargem Grande e Vargem Pequena. Os números de 2017, 2024 e de janeiro a agosto de 2025 e 2026, além de outros indicadores, estão na base de dados indicada ao final desta página.

Copacabana é segura, inclusive à noite?

Copacabana se divide entre duas áreas de delegacia, a 12ª (que também cobre o Leme) e a 13ª. Juntas, registraram 13 vítimas de letalidade violenta em 2025, 588 roubos de rua, 2.981 furtos de celular e 1.204 furtos a transeunte. De janeiro a agosto de 2026, as duas áreas registraram 384 roubos de rua e 2.070 furtos de celular, contra 417 e 2.274 nos mesmos meses de 2025.

O padrão é de furtos e roubos, não de mortes. Para a noite, a orientação oficial é específica: o FCDO, o ministério das Relações Exteriores britânico, recomenda não ir às praias urbanas depois que escurece, e o Departamento de Estado dos EUA afirma que assaltos nas praias à noite são comuns. O FCDO também observa que ladrões visam celulares sobretudo entre 16h e 21h, por isso o fim da tarde e a hora do jantar pedem tanto cuidado quanto a madrugada.

Na prática, isso significa usar a avenida iluminada e movimentada em vez da areia à noite, guardar o celular na rua e usar um carro reservado entre restaurantes e o hotel em vez de caminhar por ruas transversais vazias.

Ipanema é segura? O Leblon é seguro?

Ipanema e Leblon dividem uma única área de delegacia, a 14ª. Em 2025 ela registrou 1 vítima de homicídio doloso, 3 vítimas de letalidade violenta, 519 roubos de rua e 2.579 furtos de celular, cerca de sete por dia. De janeiro a agosto de 2026, registrou 2 vítimas de homicídio, 443 roubos de rua (369 nos mesmos meses de 2025) e 1.709 furtos de celular (1.674).

Esta página afirmava antes que Ipanema e Leblon tiveram zero homicídios no primeiro trimestre de 2026. O número foi retirado em setembro de 2026 porque não podia ser rastreado a uma unidade e um período exatos do ISP-RJ. O arquivo atual do ISP-RJ registra um homicídio na área da 14ª DP entre janeiro e março de 2026.

O furto de celular é o crime mais registrado entre os listados acima na área da 14ª DP. As contagens não são ajustadas pelo número de visitantes, dado que não é publicado; descrevem a área, e não o risco individual do visitante. As orientações oficiais recomendam evitar usar o celular na rua e evitar levar objetos de valor para a praia.

Botafogo, Urca, Flamengo e Laranjeiras

Botafogo, Humaitá e Urca formam a área da 10ª DP; Catete, Cosme Velho, Flamengo, Glória e Laranjeiras formam a da 9ª. Em 2025 elas registraram 1.185 e 1.575 roubos de rua, respectivamente, mais do que as áreas de Copacabana ou de Ipanema.

As duas áreas registraram quedas fortes em 2026. De janeiro a agosto, o roubo de rua na área da 10ª DP caiu de 976 para 361 casos e na da 9ª de 1.239 para 682, em comparação com os mesmos meses de 2025. São casos registrados em oito meses; um único período não estabelece uma tendência duradoura.

Centro, Lapa e Santa Teresa

O Centro do Rio é coberto por várias áreas de delegacia. A 5ª, que inclui a região boêmia da Lapa, registrou em 2025 uma das maiores contagens de roubo de rua deste guia: 1.970 casos, além de 3.552 furtos de celular. A 1ª (parte do Centro) registrou 1.183 roubos de rua e 1.291 furtos a transeunte.

Santa Teresa, área da 7ª DP, registra muito menos crimes patrimoniais, mas de janeiro a agosto de 2026 teve 11 vítimas de letalidade violenta, 7 delas mortes por intervenção de agente do Estado. O FCDO observa que favelas podem fazer divisa com áreas frequentadas por visitantes e recomenda conferir se a rota do GPS não passa por uma delas.

Barra da Tijuca e Recreio

A Barra da Tijuca costuma ser descrita como mais tranquila do que as praias da Zona Sul. Os registros mostram outro quadro para a violência letal: a área da 16ª DP (Barra da Tijuca, Itanhangá e Joá) registrou 38 vítimas de letalidade violenta em 2025, e a da 42ª (Recreio e praias da Zona Oeste), 50, mais do que qualquer delegacia da Zona Sul deste guia. A área da 16ª inclui o Itanhangá, por isso seus números não podem ser lidos como se fossem apenas da orla e dos shoppings da Barra.

Os crimes patrimoniais na Barra ficam na mesma faixa da Zona Sul: 1.327 roubos de rua e 2.532 furtos de celular em 2025. O bairro é espalhado e depende de carro, o que muda a forma de circular, mas não elimina o risco.

Maracanã e locais de grandes eventos

A área da 18ª DP, que inclui o estádio do Maracanã, registrou 1.986 roubos de rua e 2.561 furtos de celular em 2025, entre as maiores contagens deste guia. As aglomerações e a saída depois de jogos e shows são os momentos a planejar.

O Departamento de Estado dos EUA observa que qualquer evento público, inclusive shows e eventos esportivos, pode se tornar violento, e recomenda combinar o embarque em carro de aplicativo ou táxi em uma área protegida. O FCDO observa que criminosos visam grandes celebrações, como o Carnaval.

Favelas: o que dizem as orientações oficiais

Os dois governos são categóricos. O Departamento de Estado dos EUA classifica as comunidades informais (favelas, vilas, comunidades ou conglomerados) como “Do Not Travel” (não viaje), inclusive em passeios guiados, e afirma que agências de turismo ou a polícia não podem garantir a segurança nesses locais. O FCDO recomenda evitar todas as favelas, inclusive passeios vendidos a turistas e hospedagens, restaurantes ou bares anunciados como localizados em favela, e alerta que turistas já foram baleados depois de entrar em uma por engano.

O FCDO observa que favelas podem fazer divisa com áreas usadas por turistas, e recomenda conferir se a rota do GPS não leva a uma delas. A própria tabela territorial do ISP-RJ coloca comunidades como Rocinha e Vidigal na mesma área de batalhão de Ipanema e Leblon. Os números do ISP-RJ para áreas de delegacia que incluem favelas não descrevem as condições dentro delas, e esta página não os usa dessa forma.

Cuidados oficiais a considerar na sua visita

  • Furto e arrancamento de celular. Nas áreas de delegacia de Copacabana, Ipanema e Leblon, o furto de celular foi registrado em 2025 mais vezes do que o roubo de rua e o furto a transeunte somados. O FCDO diz que ladrões visam celulares sobretudo entre 16h e 21h e recomenda evitar usar o telefone na rua.
  • Roubo de rua. O FCDO alerta que os assaltantes podem estar armados e recomenda entregar os pertences sem resistência; o Departamento de Estado dos EUA também recomenda não reagir a nenhuma tentativa de assalto. Leve pouco e deixe passaporte e cartões extras no cofre do hotel.
  • Furtos na praia e arrastões. O FCDO descreve os arrastões, em que grupos grandes atravessam a praia levando pertences. Mantenha seus objetos por perto, leve poucos itens de valor à praia e saia antes de escurecer.
  • Sequestro relâmpago. O Departamento de Estado dos EUA descreve vítimas obrigadas, sob ameaça de arma, a sacar dinheiro ou fazer transferências por aplicativos bancários, geralmente via Pix. O ISP-RJ registrou 77 vítimas na cidade em 2025 e 79 de janeiro a agosto de 2026. Use caixas eletrônicos dentro de shoppings ou hotéis e leve poucos cartões; se tiver conta em banco brasileiro, revise os limites de transferência noturna antes da viagem.
  • Bebidas adulteradas e aplicativos de encontro. O Departamento de Estado dos EUA afirma que assaltos com drogas colocadas em bebidas são comuns, especialmente no Rio, e que criminosos abordam estrangeiros por aplicativos de encontro. Os dois governos recomendam comprar a própria bebida, mantê-la à vista e avisar alguém sobre aonde você vai.
  • Golpes com cartão e ambulantes. O FCDO relata clonagem de cartões e cobranças acima do valor em maquininhas e por ambulantes de praia. Não perca o cartão de vista e confira o valor na maquininha antes de pagar.
  • Enchentes e deslizamentos. O FCDO observa que a estação chuvosa no Rio vai de novembro a março e que ocorrem enxurradas e deslizamentos, inclusive em áreas turísticas. Acompanhe o Centro de Operações Rio (COR) em dias de chuva forte.

Deslocamentos: aeroporto, aplicativos, táxis e transporte público

O FCDO desaconselha pegar táxi na rua, citando sequestros relâmpago e assaltos em táxis irregulares e em carros com contas falsas de aplicativo. Recomenda pedir o carro pelo aplicativo oficial, esperar nos pontos de embarque indicados (inclusive em aeroportos), conferir se a placa e o motorista correspondem e ficar atento a mudanças de rota. O Departamento de Estado dos EUA observa que o Uber oferece recursos de segurança como viagens rastreáveis e que táxis regulares exibem abertamente as informações da empresa.

Os dois governos alertam sobre ônibus. O aviso dos EUA diz que passageiros correm mais risco de roubo ou agressão em ônibus, especialmente à noite, e o FCDO relata roubos em ônibus e trens urbanos. No metrô, mantenha celular e joias fora de vista.

Em dias de chegada, no fim da noite e entre bairros, um carro reservado com motorista conhecido elimina o embarque na rua. Se você está avaliando um veículo blindado para uma viagem de perfil mais alto, nosso guia sobre aluguel de carro blindado no Brasil explica o que perguntar antes de reservar.

Aluguel de carro blindado no Brasil: o que comparar antes de reservar

Transporte particular e seguro com escopo definido

Carnaval e período eleitoral

Os períodos de maior movimento turístico no Rio também são os mais cheios. O FCDO diz que criminosos visam grandes celebrações, como o Carnaval, e recomenda cautela com propostas de desconhecidos que levem para longe de áreas públicas. O alerta de Carnaval de 2025 da Embaixada dos EUA recomendou evitar favelas a qualquer momento, inclusive em blocos, e manter os vidros do carro fechados.

O calendário eleitoral de 2026 inclui 4 de outubro e segundo turno previsto para 25 de outubro. O FCDO recomenda evitar comícios e manifestações. Confira os avisos perto da sua visita; um artigo datado não é um alerta local em tempo real.

O que dizem os alertas de viagem dos EUA e do Reino Unido sobre o Rio

O Departamento de Estado dos EUA classifica o Brasil no Nível 2, cautela redobrada, por crime e sequestro (emitido em 31 de agosto de 2026). Há alertas mais fortes para áreas específicas de fronteira internacional, habitações informais e outros locais indicados. Leia as seções regionais para entender o alcance exato. As orientações sobre o Rio também tratam de bebidas adulteradas e trilhas próximas a pontos turísticos.

A página do FCDO sobre o Brasil trata de favelas, furtos na praia, furto de celular, sequestro relâmpago, golpes com táxi e aplicativo, Carnaval, crimes por aplicativos de encontro e enchentes. Leia a versão atual dos dois antes de viajar; os alertas mudam, e esta página os resume na data indicada.

Se algo acontecer

  • Telefones de emergência no Brasil: 190 para a polícia, 192 para ambulância (SAMU), 193 para os bombeiros.
  • A Prefeitura do Rio orienta turistas estrangeiros assaltados a procurar a Delegacia Especial de Apoio ao Turista (DEAT), na Avenida Afrânio de Melo Franco, 159, Leblon, telefone (21) 2332-2429. Turistas brasileiros devem procurar a delegacia mais próxima.
  • Depois de um roubo de passaporte, o FCDO observa que o registro de ocorrência pode ser usado para embarcar em voo doméstico até um consulado.
  • Procure sua embaixada ou consulado em caso de perda de passaporte e emergências.

Como ler e citar um dado de segurança do Rio

Mantenha cinco informações junto de qualquer número: quem publicou, o que foi contado, onde, quando e qual população ou atividade serviu de base. Se faltar uma delas, limite a afirmação ou retire o número.

Um total anual do estado e um total mensal de uma delegacia não formam uma tendência. Um relato de tiroteio e um registro de homicídio medem eventos diferentes. Uma delegacia com poucos crimes registrados não prova segurança: pode ter menos moradores e visitantes, e parte dos crimes não é registrada. Contagens brutas também não permitem comparar o Rio com São Paulo de forma justa, a menos que área, período e definições coincidam.

Escolha sua base e seu ritmo para conhecer o Rio

Comece pelo que deseja aproveitar: tempo na orla, visitas culturais, gastronomia, momentos em família ou uma estadia em torno de compromissos fixos. Compare o hotel específico e os deslocamentos dessas escolhas, em vez de selecionar um bairro por um ranking de segurança. Confirme horários, ingressos, acessibilidade e transporte para cada atividade.

  • Para uma estadia na orla, compare o hotel específico, os programas diurnos e a volta do jantar; as orientações oficiais alertam contra praias urbanas à noite.
  • Para uma visita cultural e gastronômica, deixe tempo entre compromissos e confirme reservas; uma sugestão de local não significa disponibilidade.
  • Em família, converse sobre idades das crianças, preferências de caminhada, alimentação e pausas antes de definir o ritmo de cada dia.
  • Se a visita tem compromissos de trabalho, identifique-os primeiro e acrescente experiências quando a agenda permitir.

São sugestões editoriais de planejamento, não um roteiro confirmado, recomendação de hotel específico ou certificação de segurança.

Ideias para visitar o Rio e combinar destinos

Considere Rio e São Paulo conforme seus interesses

Transforme suas ideias em um escopo claro

A Vanguard Attaché oferece planejamento de viagens, concierge particular e apoio local no Brasil.

Se você está começando do zero, traga datas, interesses, ritmo preferido e necessidades práticas. Se hotéis ou voos já estão reservados, identifique as lacunas: escolha de destinos, orientação de roteiro, organização local, transporte ou coordenação.

Se um assistente executivo ou family office está organizando a viagem, indique quem aprova as escolhas e quem recebe atualizações. A proposta define apoio, horários de serviço, custos de terceiros, exclusões, disponibilidade e responsabilidade por alterações.

Os dois modelos de reserva e pagamento estão disponíveis conforme a proposta: você mantém e paga as reservas, ou a Vanguard Attaché organiza e paga os itens especificados. Reservas existentes seguem as condições dos fornecedores.

Planejamento de viagens e concierge no Brasil

Perguntas frequentes

O Rio de Janeiro é seguro para turistas em 2026?

O aviso dos EUA recomenda cautela redobrada no Brasil, com alertas mais fortes para áreas específicas. As contagens do ISP-RJ nesta página descrevem crimes registrados em áreas de delegacia, não o risco individual do visitante. Leia as orientações atuais dos EUA e do Reino Unido antes de escolher os locais da visita, incluindo seus alertas sobre favelas e praias urbanas à noite.

Qual é a taxa de criminalidade no Rio de Janeiro?

Em 2025, a cidade do Rio registrou 965 vítimas de homicídio doloso, 14,3 por 100 mil habitantes, e 1.537 vítimas de letalidade violenta (22,8 por 100 mil), indicador que inclui mortes por intervenção de agente do Estado. Foram 62.132 roubos, 923 por 100 mil. Fonte: registros do ISP-RJ, com estimativas populacionais do IBGE para 2025.

Copacabana é segura à noite?

As contagens registradas de furtos e roubos merecem atenção; elas não medem a probabilidade individual de um turista ser vítima. As duas áreas de delegacia de Copacabana registraram 13 vítimas de letalidade violenta, mas 2.981 furtos de celular e 588 roubos de rua em 2025. A orientação britânica é não ir às praias urbanas à noite; prefira ruas iluminadas e movimentadas e use carro reservado entre um lugar e outro.

Ipanema é segura?

Ipanema e Leblon dividem a área da 14ª DP, que registrou 1 vítima de homicídio, 519 roubos de rua e 2.579 furtos de celular em 2025. São 3 das 1.537 vítimas de letalidade violenta da cidade; inclua cuidados com o celular no planejamento sem inferir risco individual desses totais.

O Leblon é seguro?

O ISP-RJ publica o Leblon junto com Ipanema (área da 14ª DP): 3 vítimas de letalidade violenta e 2.579 furtos de celular em 2025. A Delegacia Especial de Apoio ao Turista (DEAT) fica no Leblon, na Avenida Afrânio de Melo Franco, 159.

Quais são as áreas mais perigosas do Rio de Janeiro?

As orientações dos EUA e do Reino Unido destacam as favelas, onde visitantes não devem entrar, nem em passeios. Os dados oficiais são publicados por área de delegacia, não por bairro, e contagens brutas não formam um ranking justo. Entre as áreas turísticas deste guia, Recreio e Barra registraram mais mortes violentas em 2025, e Lapa e Maracanã, mais roubos de rua.

É seguro usar Uber no Rio de Janeiro?

Os aplicativos de transporte são muito usados. O FCDO recomenda pedir pelo aplicativo oficial, esperar nos pontos de embarque indicados, conferir se carro e motorista correspondem e ficar atento a mudanças de rota, porque contas falsas já foram usadas em assaltos. Não pegue táxi na rua.

Posso comparar Rio e São Paulo pelo total de ocorrências?

Totais brutos, sozinhos, não sustentam uma comparação adequada. A área, o período, a definição do evento e a exposição relevante precisam ser compatíveis, e cada estado publica seus dados por um órgão diferente.

O que fazer se eu for assaltado no Rio?

Não reaja; entregue o que for pedido. Depois, ligue 190 se precisar de ajuda e, se for turista estrangeiro, registre a ocorrência na Delegacia Especial de Apoio ao Turista (DEAT), no Leblon; turistas brasileiros devem procurar a delegacia mais próxima. Procure seu consulado se o passaporte tiver sido levado.

Vocês podem ajudar a planejar o Rio com reservas que já fiz?

Sim. Compartilhe suas reservas existentes e identifique as decisões ou a coordenação local em que deseja apoio. A proposta define suporte, responsabilidades por reservas e pagamentos, horários e condições dos fornecedores; experiências sugeridas dependem de disponibilidade e confirmação.

Fontes e referências

  1. ISP-RJ: estatísticas mensais de segurança por área de delegacia (CISP), dados abertos · Consultado em 2026-10-08
  2. ISP-RJ: relação de RISP, AISP e CISP (bairros abrangidos) · Consultado em 2026-10-08
  3. ISP-RJ: nota metodológica das estatísticas oficiais de segurança pública · Consultado em 2026-10-01
  4. ISP-RJ: metodologia de agregação de títulos criminais (inclui a mudança de novembro de 2025 no homicídio doloso) · Consultado em 2026-10-01
  5. IBGE: estimativas da população residente, 2025 (tabela SIDRA 6579) · Consultado em 2026-10-01
  6. FCDO: orientações de viagem para o Brasil, segurança · Consultado em 2026-10-08
  7. Departamento de Estado dos EUA: alerta de viagem para o Brasil, Nível 2 (emitido em 31 de agosto de 2026) · Consultado em 2026-10-08
  8. Embaixada e Consulados dos EUA no Brasil: alerta de segurança sobre Carnaval e golpe do encontro com drogas (3 de fevereiro de 2025) · Consultado em 2026-10-01
  9. Prefeitura do Rio (Carioca Digital): turista assaltado, onde registrar · Consultado em 2026-10-08
  10. Centro de Operações Rio: atualizações do município
  11. Vanguard Attaché: base de dados desta página (contagens do ISP-RJ por área de delegacia, 2017–2026, com script de reprodução) · Consultado em 2026-10-01
  12. Anatel: códigos nacionais de emergência (190 polícia, 192 SAMU, 193 bombeiros) · Consultado em 2026-10-08
Converse sobre seus planos para o Rio

Vanguard Attaché, Crimes registrados no Rio de Janeiro por área de delegacia, 2017–2026. Contagens: ISP-RJ; população: IBGE; seleção, somas e taxas: Vanguard Attaché. Revisado em 1º de outubro de 2026.

Envie uma pergunta ou correção

Continue o planejamento da sua viagem

Consulte os guias relacionados para entender suas opções e preparar as próximas perguntas.

Planejando uma visita ao Brasil? Fale conosco pelo WhatsApp.

WhatsApp