Existe uma data no calendário regulatório brasileiro sobre a qual quase nada foi escrito em inglês. 21 de julho de 2026. Esse é o dia em que todo CRAF — Certificado de Registro de Arma de Fogo — emitido sob as regras da administração anterior expira. CACs que falharem em migrar para o novo arcabouço SINARM-CAC antes dessa data perdem seu CR e as armas registradas entram em irregularidade no mesmo movimento. A Polícia Federal vem emitindo orientação de renovação ao longo de abril. O abismo não é teórico e não está sujeito a uma extensão discreta de 60 dias.
A razão de eu escrever isso de uma conta da Vanguard Attâché em vez de apenas enviar por e-mail aos clientes: a maioria dos detalhes EP operando no Brasil para principais estrangeiros depende — discretamente, mas realmente — de pessoal brasileiro registrado como CAC para a camada de porte legal. Muitos não terão auditado o abismo. Alguns que auditaram descobrirão, no fim de junho, que um ou dois membros-chave da equipe protetiva local não estão em vias de renovar. Isso é uma mudança de postura, não uma mudança de papelada. Um detalhe que operacionalmente contava com três locais armados e descobre na semana 11 que dois deles não estarão regulares até outubro é um detalhe diferente.
Três coisas em que acredito sobre isso
- O abismo é real mesmo que a política esteja confusa. A CREDN aprovou em 8 de abril um projeto de decreto legislativo para suspender uma norma separada do Exército (Portaria COLOG 260/2025) sobre gestão de armas de CAC — essa proposta ainda precisa passar por CCJ, Plenário e Senado. As pessoas vão confundir as duas histórias. Elas não são a mesma linha regulatória, e o abismo de 21 de julho roda em seu próprio relógio.
- As firmas EP de língua inglesa no Brasil não sinalizaram isso publicamente. Eu leio ETS Risk Management, Black Mountain, ExecSecure e os sites portugueses tier-boutique a cada duas semanas para o monitor competitivo. Até hoje nenhum deles carrega uma nota pública sobre o abismo do CRAF. Não é porque não sabem — é porque escrita regulatória pública é trabalho editorial que a maioria das firmas de segurança estruturalmente evita. A Vanguard não evita. Essa é a faixa.
- A ação é sem graça e imediata. Auditar sua equipe local registrada como CAC nominalmente até 30 de junho. Confirmar status de renovação. Onde a renovação for incerta, trate a capacidade de porte legal desse profissional como offline para a janela de agosto e replaneje em torno disso. Não terceirize a auditoria à firma parceira sem confirmação nominal de volta. Esse é o tipo de higiene operacional que, seis semanas depois, separa os detalhes que lidaram com o abismo daqueles que blefaram para passar.

Se seu detalhe no Brasil inclui porte legal por CACs brasileiros e sua firma não lhe enviou uma nota de status CRAF até meados de junho, eu trataria isso como sinal sobre a firma.

Solicite o template de auditoria
Se você gostaria de um template de auditoria de uma página para confirmar o status CRAF/CR de sua equipe protetiva local antes do abismo, responda a este post ou envie e-mail direto ao Arthur — enviaremos o mesmo template interno que a Vanguard usa com firmas parceiras. Sem cadastro de newsletter.
